Não sei tuitar

Lá vamos nós de novo.

Estava assistindo a alguns vídeos de um dos meus canais preferidos ontem, e a moça no vídeo, no final, lembrou a todos, como é costume, de se inscrever no canal, e seguir nas redes sociais, frisando especialmente o Twitter. Um dos comentários dela foi que ela e o marido (que tocam o canal) não sabem usar o Twitter.

Meu primeiro pensamento quando ouvi isso foi “tamos juntas, Ana” (Ana Paula, do canal Assombrado – se ainda não conhecem, recomendo muito).  Sou completamente incapaz de usar o Twitter.

Ai, mas qual é a dificuldade? Criar um? Não, criar um foi fácil. Tenho um há nem sei quantos anos. Mas não uso.

Simplesmente não sei o que fazer com aqueles míseros 140 caracteres. Quem consegue se expressar num espaço tão curto? Deve ser o mesmo tipo de gente que consegue carregar tudo de que precisa numa micro-bolsa.

Eu não consigo. Sou prolixa, e carrego muita coisa. Quando falo, falo muito, escrevo muito. Minhas coisas e meus pensamentos não cabem em pouco espaço. Não porque eu seja mais profunda que quem quer que seja. Provalmente não sou. Mas não sei me expressar em poucas palavras.

Talvez seja um desafio que valha a pena tentar. Vou pensar no caso.

O blog é meu grito

Muita gente se pergunta por que ter um blog que você não divulga, que ninguém lê, que nem parece que você está escrevendo para ser lido. Então, vou responder aqui a esta pergunta para as pessoas que não me leem, ou até para o caso de alguém resolver ler isto aqui em algum momento.

Primeiro, esclareço que, apesar de escrever posts que alguém possivelmente possa querer ler, não escrevo realmente o blog para ser lido. Escrevo pra mim, pra me incentivar a escrever mais em português, pra guardar meus escritos em algum lugar pra que, no futuro, eu possa dar uma olhada no caminho que percorri.

Também escrevo pra soltar os gritos presos na garganta. Falar coisa que não é fácil falar com os outros, com pessoas que vejo cara a cara. Confio nos meus amigos, mas não me sinto confortável em despejar tudo em cima deles. Não é problema deles que minha cabeça às vezes fique cheia demais, que eu fique estressada demais, que eu precise falar das coisas que estão dentro de mim antes de reorganizá-las. É pra isso que uso este espaço.

O blog é o meu grito, e às vezes eu quero gritar mesmo que ninguém me ouça.

Intensa demais

Ando pensando muito ultimamente em como eu sou. Não sou lá das melhores pessoas do mundo, eu sei. Não finjo ser, admito que sou bem difícil de lidar e intratável às vezes. Geralmente não é de propósito. De vez em quando é, no entanto. Preciso admitir minhas falhas, ao menos aqui.

O problema é que tudo em mim é intenso, oito ou oitenta, amo ou odeio, me importo demais ou não ligo nem um pouco. Não consigo trilhar o caminho do meio.

Sei bem que isso é complicado. Atrapalha minhas relações com algumas pessoas – especialmente com minha mãe, que parece ser igual a mim. Meu pai é bem mais flexível que nós duas, e acaba ficando no meio quando brigamos. Não é culpa dele, claro. Mas de certa forma também não é culpa minha ou dela. Somos assim.

Eu até que tento. Até que cedo bastante, quando vejo alguma vantagem em ceder. Não precisa ser só vantagem material. Pode ser alguma outra vantagem, como agradar alguém de quem gosto. Mas tem horas que simplesmente não cedo, especialmente se não tiver vantagens envolvidas. Se ao ceder eu só vou perder, não cedo mesmo, doa a quem doer. 

Não é muito fácil nem muito agradável ser assim. Às vezes me prejudico, com essa minha recusa em ceder, e uma certa ideia de que se der um dedo vão querer a mão inteira. Especialmente com minha mãe, infelizmente, estamos sempre batendo de frente por isso. Os motivos vão ficar pra um post futuro.

Até a próxima!

Livro: O silêncio dos inocentes

Terminei de ler O Código Da Vinci, e comecei agora O silêncio dos inocentes, de Thomas Harris. Estou começando, mas, como fiz com O Código, vou postando aqui alguns comentários de vez em quando.

Aviso: a partir daqui você encontrará spoilers da trama.

A primeira coisa que notei ao ler o livro foi que, provavelmente, deveria ter lido Dragão Vermelho antes, visto que o livro começa com uma menção ao caso e a Will Graham. Que jeito, agora é terminar este e depois pegar o outro.

A segunda coisa é que o filme realmente foi bastante bom nas descrições. Até agora, ao menos. Não passei ainda do sétimo capítulo. Até o momento, a Agente Starling já fez a primeira visita ao Dr. Lecter, e está começando a seguir a pista que ele lhe deu antes que partisse.

Ainda tivemos a cena com Jack Crawford em casa, tomando conta da esposa doente – ainda não sei o que ela tem, e não me lembro dessa cena no filme. Foi uma cena bastante bem escrita e um pouco triste, tenho que admitir. Mas gostei, deu uma quebra no ritmo pesado da narrativa, assim como a interação de Clarice com sua companheira de dormitório, Ardelia.

O que mais me surpreendeu foi ver a inspiração de Thomas Harris para o Dr. Lecter, descrita no prólogo – um médico mexicano que conheceu em uma prisão ao ir fazer uma reportagem. Por mais que eu saiba que, muitas vezes, os escritores se inspiram em pessoas reais, eu realmente não esperava a história que eu li.

Por enquanto, vou ficando por aqui. Depois tem mais.

Dan Brown e o fanatismo

Continuo lendo O Código Da Vinci, de Dan Brown. Está demorando bastante a terminar, porque não tenho muito tempo durante a semana, e acabo lendo mais no fim de semana. Mas aos poucos vou chegando ao final.

Aviso: a partir daqui você encontrará spoilers da trama.

Em um dos capítulos finais, Silas, o monge albino, atira no Bispo Aringarosa, seu benfeitor, sem perceber que é ele até que seja tarde demais. E, no mesmo ato, ele leva um tiro nas costelas.

Ignorando sua própria dor, o monge carrega o bispo até o hospital mais próximo, mais preocupado em que o bispo seja atendido que com seu próprio ferimento. Depois, seguindo as instruções do bispo (que ainda não sei se sobrevive ou não), ele se retira para rezar.

Aparentemente, nesta cena, Silas morre, ou perde a consciência (ainda não terminei o livro), logo após pensar que Deus é um pai misericordioso.

Agora, não me entendam mal. Eu acredito em Deus. Por muitos anos, frequentei uma religião organizada. No momento, não frequento nenhuma, mas respeito o direito de todos de ter a religião que desejarem e de acreditar e adorar como quiserem. Mas quando chega a este ponto – antes desse momento, o monge já havia inclusive assassinado diversas pessoas em nome de sua fé -, será que ainda estamos no ponto que se deve respeitar?

E eu sei que nem todo fanático religioso mata. Alguns apenas usam suas palavras para pressionar outros a seguir sua religião. Eu sei disso. Eu passei pela pressão e até chantagem emocional que o fanatismo religioso leva as pessoas a exercer nos outros a seu redor. E por muito tempo eu cedi. Agora, cansei de ceder, e só irei se sentir vontade.

Não sei realmente o que dizer. Só fiquei pensando em quão assustador o fanatismo religioso pode ser no efeito que exerce na mente das pessoas.

Childfree ou child hater

Depois de alguns casos que passaram na internet ultimamente – como o caso da criança que foi pra casa chorando depois de levar um não de uma colecionadora e o caso da mãe que postou orgulhosamente que deixa os filhos correrem pelo restaurante porque está cansada -, como era de se esperar, a coisa virou polêmica.

Um lado defendia mães e crianças. O outro lado defendia o direito dos outros – de dispor de seus objetos pessoais em um caso, e de fazer sua refeição em paz no outro.

E, no meio de tudo isso, tinha que surgir uma das palavrinhas da moda – childfree. 

Normalmente, eu ficaria calada e não me manifestaria. De qualquer modo, ninguém lê isso aqui, então vou me manifestar mesmo.

Pelo bem da transparência, vou começar deixando claro que sou childfree. Em seguida, explicar que childfree é simplesmente a pessoa que não tem filhos por escolha. Ponto final.

Mas como em toda corrente ou movimento, existem os radicais – os child haters. Estes, não satisfeitos em não ter crianças e até não conviver com elas – confesso que, pessoalmente, não tenho a maior das paciências com crianças -, ainda precisam ficar destilando discurso de ódio contra crianças que, na maioria das vezes, não lhes fizeram nada. Ou, se fizeram, em grande parte foram mal educadas por pais que não fizeram o trabalho que deveriam – ensinar seus filhos a se comportar em sociedade. Pais que falharam com essas crianças, e cujos filhos irão pagar pela sua preguiça e falta de responsabilidade.

Bom, é isso. Não havia realmente um ponto pra esse post. Eu só queria pontuar que existe uma grande diferença entre não querer ter filhos e destilar ódio contra crianças. Uma dessas posições é perfeitamente aceitável e puramente questão das escolhas pessoais que cada pessoa tem o direito de fazer para sua vida. A outra é apenas discurso de ódio que nem chega a ser disfarçado, e é inaceitável. Discurso de ódio, seja contra quem for, não é aceitável.

Era só isso mesmo. Falo mais no próximo post.

Rotina, minha vida

Estava olhando minha agenda hoje, como faço todos os dias. E, como faço todos os dias, vou fazendo uma tarefa, terminando, e passando para a próxima segunda. Depois faço a próxima, a mesma coisa. Raras são as tarefas que não se repetem diariamente. 

Chato? Talvez para alguém que não viva de rotina como eu. Pra mim, é essencial. Eu gosto de acordar e saber tudo o que tenho planejado para aquele dia.

Planos diários, planos semanais, planos mensais. Todos anotados, alinhados, organizados. Isso me conforta, me dá uma sensação de segurança que eu não teria de outra forma.

Segunda-feira é dia de trabalhar no site de rpg que estou construindo – um site dedicado a uma agência de detetive.

Terça-feira é dia de ver algumas pendências do trabalho e cuidar das unhas das mãos.

Quarta-feira é dia de ver se os furos das orelhas ainda não fecharam – nem sei porque, detesto brincos, ou qualquer outro enfeite. Mas ainda assim, faço isso toda quarta – pro caso de um dia eu resolver usar, não ter que furar de novo. É, a minha cabeça funciona assim: cheia de e ses, cheia de caso isso ou aquilo. 

Quinta-feira, por incrível que pareça, não tem planos. Nadinha. Uma página vazia.

Sexta-feira é dia de revisar a lista de compras, dar uma olhada nos atendimentos que foram feitos pra tirar dúvidas no trabalho – na tentativa de construir um FAQ bem robusto -, listar os clientes que ainda precisamos atualizar e atualizar algumas planilhas (sim, é um dia bastante cheio de tarefas).

Sábado é dia de fazer mercado (preciso comer, né?), moderar um site em que sou moderadora já há um tempinho, e que é bem ativo, e fazer tarefas geralmente ligadas à organização. Também é dia de acordar mais tarde, que também sou gente, né?

Domingo geralmente é dia de almoçar com os velhos – quando dá tempo -, lavar a juba (leva tempo, é uma juba de leão mesmo), desembolar a juba (mais tempo ainda), lavar roupa, fazer algumas tarefas de limpeza, e ler um pouco. E claro, também é dia de acordar mais tarde.

E aí segunda começa tudo de novo. Parece tedioso? Talvez. E, claro, eu não faço só isso. Trabalho de segunda a sexta, e não é pouco. Normalmente trabalho de 8:30 às 18, mas pode passar disso. Hoje foi até quase as 20 horas. Mas é assim mesmo. O importante é que o serviço seja feito.

E, no meio de tudo isso, claro, faço outras coisas. Leio uma coisinha ali, escrevo um post ali (curto escrita colaborativa e faço isso como hobby), planejo um post pro blog acolá, assisto/ouço documentários, sonho um pouco acordada (quando dá tempo), pesquiso alguma coisinha… no meio das tarefas de sempre, há um pouco de variedade.

Mas a rotina – essa base sólida – ainda é o que me dá segurança, organiza minha mente, segura a ansiedade e me ajuda a funcionar.